Enquetes
Casais
Entrevistas
Família
Filmes
Homem
Mulher
Noivos
Pais
Pastores
Sexualidade
Solteiros/Divorciados
Teses
Documentos
Clipping
Ore por nós
Doe suas milhas
Igreja Parceira
Amigo da Família
Voluntários
Realize em sua igreja
Programas de Rádio
Cursos para pastores e líderes
Contatos
Fale Conosco

PRODIGO MAS EM CASA

PRÓDIGO, MAS EM CASA

Por: Gilson Bifano

 

Das parábolas contadas por Jesus, qual é, na sua opinião, a mais conhecida? Talvez a da ovelha perdida ou a do filho pródigo. 

Quem já não ouviu uma mensagem evangelística tendo como base a parábola do filho pródigo registrada em Lucas 15.11-32?

Há muito estava nos meus planos, a leitura do livro "A volta do filho pródigo", de Henri Nouwen. Infelizmente, devido a um certo preconceito, por ser um teólogo católico, Henri Nouwen não é muito conhecido dos evangélicos.

Nesse livro, Nouwen analisa com profundidade a parábola, tendo como pano de fundo, a pintura de Rembrandt, "a volta do filho pródigo".

Henri Nouwen, com sua sincera devoção, acha detalhes na parábola contada por Jesus e na pintura de Rembrandt, que leva o leitor a ficar extasiado. 

Enquanto lia o livro, comecei a pensar o quanto podemos ser identificados com o filho mais velho. Nouwen trabalha esse detalhe em várias partes do livro.

O filho mais novo é mais comentado e destacado nos sermões e em nossas lembranças, mas o filho mais velho representa aqueles que não saíram de casa, mas permaceram conservando no coração uma atitude legalista, fria e baseada na troca.

Enquanto lia o livro pensei: "Como posso, sem perceber, me tornar um marido, um pai ou um filho que encarna a personalidade do filho mais velho?". Muitas vezes lembramos daqueles maridos ou esposas que abandonaram o lar e se envolveram na imoralidade sexual ou daquele filho que, literalmente, deixaram a casa paterna em troca dos prazeres que o mundo oferece, mas nos esquecemos das quantas vezes, nos tornamos como o filho mais velho cultivando atitudes no casamento e na família que em nada ajuda as relações familiares. 

Pode ser aquele marido que nunca foi infiel à sua esposa, mas mantém comportamentos tão detestáveis quanto a do filho mais novo.

Por exemplo, podemos, no casamento, nos identificar com o filho mais velho quando cultivamos no relação conjugal uma atitude de troca, de comparação. Quando não damos espaço para o amor, para a alegria, para a liberdade. Podemos nos identificar com o filho mais velho, quando deixamos que o ressentimento, a mágoa, a raiva, o orgulho, o egoísmo tome conta do nosso coração. 

Quantos maridos e esposas mantêm uma vida moral imaculada, nunca adulteraram, nunca flertaram, mas não dão espaço no coração para alegria que deve reinar no casamento, para a espontaniedade, para as brincadeiras, para o amor, e, inclusive para a dança. 

São, como diz Nouwean, pessoas "pesadas" demais. Há maridos "pesados" demais. Há esposas "pesadas" demais. Não no aspecto físico, mas pesados no relacionamento, no dia a dia do casamento.

Podemos, como pais, sermos identificados com o filho mais velho quando exigimos dos filhos uma boa nota, um bom comportamento em troca de um presente ou de uma viagem. Como filhos, o mesmo pode acontecer. Basta ter um comportamento positivo apenas para conseguir favores dos pais.

O mesmo pai que recebeu o filho mais novo e o conduziu para dentro de casa, também, com amor, lembrou ao filho mais velho o quanto deveria deixar-se ser dominado pela alegria e gratidão.

Aplicando a parábola à vida, será que não estamos, muitas vezes, sendo identificados, na nossa família, com o filho mais velho? "Certinhos", mas em contra partida "pesados" demais?

+++++++++++++

Leve sua igreja ser parceira do Ministério OIKOS na luta em favor da família. Clique aqui.

Voltar Enviar Imprimir

Newsletter

 
 

 

Copyright©2014 Click Família - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Grafus Comunicação