Além das nuvens

1 de janeiro de 2019

alemdasnuves“Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Romanos 8.38,39)

Decolamos rumo a Brasília, com a missão de ministrar num Congresso de Família.

No Rio de Janeiro, o céu estava nublado. Ao passar entre as densas nuvens, parecia que todo o percurso estaria assim, mas o avião continuou subindo e logo além das nuvens o sol brilhava intensamente. Enquanto a aeronave ganhava mais altitude, um “mar” de nuvens se avistava logo abaixo, até ao longe e acima o sol brilhava.

Fiquei pensando…

Assim deve ser a família, como um avião, que com força e segurança leva seus tripulantes da nebulosidade ao sol brilhante.

A vida apresenta dias difíceis, dores, tristezas, luto. A família passa por vales de sombra e de morte. É acometida por crises, enfermidades e perdas. “No mundo tereis aflições”, nos disse Jesus (Jo 16.33).

Durante nossa existência, há e sempre haverá os dias nublados e escuros.

Não é fácil quanto estamos vivendo dias assim. Temor, dúvida, tristeza, dor, solidão, e tantos outros sentimentos pesados afetam o equilíbrio e a estabilidade pessoal e das relações conjugais e familiares. Para que o caos não se instale ou não desmorone as relações, é preciso calma e cautela. O ser humano tem pouca resistência à dor física ou emocional. Quer que passe depressa. Mas há dores e crises que só o tempo fará passar. Durante esse tempo de espera, estar em família, encontrar nela apoio, segurança, conforto, consolo e abraçar e orar juntos é essencial. Assim como esperar em Deus, exercitar o descanso, a fé, a esperança e desfrutar a paz interior e a certeza de que Deus está no controle. A família cristã deve acreditar nisto.

E assim como a aeronave, forte e resistente, a família deve abrigar e conduzir seus membros através das nuvens.

Acima delas há um sol que brilha.

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Por: Psic. Elizabete Bifano

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