Doze é demais

26 de junho de 2015

foto-5O filme “Doze É Demais” é uma daquelas despretensiosas comédias que, na verdade, não é tão despretensiosa assim. Entre risos, provocados por uma família onde há 12 filhos, observamos um pai bastante atrapalhado em cuidar dos filhos enquanto sua esposa está viajando a trabalho.

A princípio, eles vivem dentro da harmonia possível para uma família de 14 pessoas. Entretanto, quando os pais resolvem pensar mais em suas carreiras profissionais, tudo vira um caos.

Com as melhores das intenções, o marido consente na viagem da esposa. Mas logo se dá conta de que cuidar de 12 filhos, administrar a casa e treinar um time de futebol não é coisa tão simples.

Guardadas as devidas proporções quanto ao número de filhos, o que constatamos na realidade é que há muitos pais assim. E muitos sequer teriam a coragem de se prontificar para cuidar dos filhos e da casa durante alguns dias. Não se prontificariam porque não saberiam organizar uma casa, nem quais as necessidades físicas e emocionais dos filhos, nem o que fazer para alimentá-los. Esta é a dura realidade de muitos pais de família.

Como acontece em outros, também neste filme podemos colher algumas frases que nos fazem pensar, como esta: “Pai, você prometeu que a gente ia ser uma família feliz”. Na vida real, também é isto que os filhos desejam – uma família feliz. E o que os filhos precisam para serem felizes não é de um pai que ganhe muito dinheiro ou que seja famoso; eles precisam ser ouvidos com atenção, de investimento de tempo, de brincadeiras, de demonstração de amor e carinho, da real sensação de que eles são mais importantes que qualquer outra coisa. Certamente que aspiração e realização profissional é importante, mas o que é fundamental realmente é o que o personagem constata a uma certa altura do filme: “De que adianta ganhar tudo mas não ter filhos bem criados?”

Seria muito bom que pais, e também mães, se fizessem esta mesma pergunta. Quem sabe, encontrariam mais realização em criar melhor os seus filhos. Quem sabe, descobririam que vale a pena abrir mão de algumas coisas em benefício da harmonia e felicidade familiar.

As vezes se torna muito difícil dizer verdades, mas com firmeza pode-se afirmar que filhos indisciplinados é sinal de pais ausentes.

Num momento bonito do filme, ao ser questionado por estar desistindo da grande carreira profissional como treinador de um time de futebol, aquele pai responde com o coração bastante comovido: “Não desisti do meu sonho. Apenas mudei de sonho”. Ele voltou a sonhar felicidade para família. Voltou a sonhar harmonia para a vida conjugal. Voltou a sonhar relacionamento profundo com os filhos. Para tanto, seria preciso desistir de alguma coisa; afinal, não podia ter tudo ao mesmo tempo.

Pai, vale a pena mudar de sonhos e projetos em benefício de seus filhos?

Espero que sua resposta seja sim.

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Por: Elizabete Bifano

 

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