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30 de novembro de 2018

orar jaA África deu três grandes líderes ao cristianismo: Tertuliano, Cipriano e Agostinho.

O último, conhecido também como Agostinho de Hipona, por ter sido bispo da cidade de Hipona, viveu no período de sua juventude longe de Deus. Seu pai, Patrício, não foi um bom exemplo para o filho. Pagão e mundano, não entrou para a história como alguém que tenha conduzido seu filho para mais perto de Deus, o que não podemos dizer de sua mãe, a piedosa Mônica.

Embora Agostinho vivesse uma vida totalmente dissoluta, Mônica, sua mãe, nunca desistiu de orar e chorar diante de Deus por ele, seu filho amado. Compartilhando com um bispo, provavelmente o de Cartago, sobre suas lutas em oração e lágrimas pela salvação de seu filho, ouviu desse homem a célebre frase: “Vai em paz e continua a viver assim, porque é impossível que pereça o filho de tantas lágrimas”.

Mônica faleceu em 387, não antes de ver a resposta às suas orações, no verão de 386. Um dia, angustiado com sua própria condição, Agostinho foi até ao jardim e recebeu de uma criança que morava perto de sua casa um papel que continha o texto bíblico de Romanos 13.13: “Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja”. Leu com atenção e foi tocado pelo Espírito, experimentando assim uma radical transformação de vida.

Mônica, na história do cristianismo, é um exemplo fiel de uma mulher-mãe que, a despeito das influências negativas de seu marido sobre a vida de seu filho, orou e chorou diante de Deus e foi honrada por sua fé e perseverança.

Como pais, podemos aprender com Mônica, uma mulher que pela fé viu seu filho salvo do pecado, uma mulher que não desistiu de orar pela salvação de seu filho. Deus vê a intensidade de nossas súplicas e as lágrimas derramadas em favor dos nossos queridos.

Em nossas igrejas há muitos pais que desejam ver seus filhos nos caminhos de Deus. Talvez muitos destes filhos tenham vivido a infância dentro de uma igreja. Mas hoje estão distantes. Muitos vivendo uma vida dissoluta, tal como Agostinho.

O segredo para vencer a luta é nunca desistir, orar sempre e fazer como o pai do filho pródigo que, pela fé, todos os dias ia para a estrada e esperar pelo retorno do filho amado (Lc 15.20).

Jim Cymbala no seu livro “A Oração Que Vence Barreiras”, afirmou o seguinte: “Em sua essência, a oração intercessória toca Deus com uma das mãos enquanto a outra se estende para alcançar a pessoa por quem estamos orando”.
Ele mesmo já viveu esta experiência.

Sua filha, criada na igreja, se afastou do Evangelho. Mas Jim e Carol, sua esposa, bem como sua igreja, nunca desistiram da oração intercessória por sua filha. Até que um dia, tal como o filho pródigo, caiu em si e voltou para casa arrependida de sua vida dissoluta. Hoje é casada com um pastor cubano e serve ao Senhor, tal como os pais.

Mônica, Jim e Carol Cymbala servem de inspiração para todos os pais que se entristecem por verem seus filhos distantes dos caminhos do Senhor, mas pela oração poderão, com certeza, vê-los servindo a Deus e sendo bênção para o mundo.

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