Kobe Bryant, um homem de família

28 de janeiro de 2020

giannaO mundo do esporte em todo globo chorou a morte de Kobe Bryant (41 anos), uma das maiores lendas do Basquetebol americano. Ele morreu juntamente com sua filha Gianna (13 anos) num acidente de helicóptero nas cercanias de Los Angeles. Ele construiu uma carreira sólida, com vários feitos notáveis e prêmios super cobiçados. Por 20 anos atuou como ala-armador do famosíssimo Los Angeles Lakers, da California. Candidato aclamadíssimo, segundo muitos, ao Hall of Fame em Illinois.

No entanto, em meio a tantos elogios e reconhecimentos oriundos de todos os cantos no mundo, à sua vida profissional e à sua performance como um dos melhores jogadores de basquetebol da história; o que é natural e de esperar, em se tratando deste extraordinário atleta cuja morte repentina e trágica chocou o mundo, destaco, até por entender destoante e maravilhosamente feliz o conteúdo da postagem que Shaquille O’Neal fez ontem no seu twitter:
“Kobe era muito mais que um atleta, ele era um homem de família. Era isso que tínhamos em comum. Nós amamos nossas famílias. Sempre que nos reuníamos, eu abraçava seus filhos como se fossem meus e ele abraçava meus filhos como se fossem dele.”

Quero confessar que fui às lágrimas ao ler este depoimento de O’Neal sobre Kobe Bryant. Pensei: A respeito de quantos homens que eu conheço eu posso dar o mesmo depoimento? Pensei mais: Quantas pessoas que me conhecem podem dar sobre mim um depoimento semelhante? Pensei ainda mais: Temos sido homens de família?

O mundo talvez nunca precisou tanto de homens de família como precisa hoje. Pela ausência ou omissão dos homens, um cenário horrivel emergiu no mundo, com lares em ruínas a partir de casamentos volúveis, com cônjuges dominados pelo egoísmo, materialismo e relativismo moral.

Desta forma os desvalores de nosso tempo migraram para nossas famílias, corroendo princípios, destruindo crenças e derrubando valores e tradições. Os homens não exercem a liderança a eles delegada pelo Senhor (Efésios 5:23), as mulheres rejeitam, tácita ou declaradamente, a ideia de serem submissas aos seus maridos, como nos ensinam as Escrituras (Efésios 5:22). Os filhos por seu turno, levantam-se contra seus pais ao invés de honrá-los, obedecendo a Palavra de Deus (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-40). Os pais resistem o quanto podem cumprir a missão dada pelo Senhor, de discipular seus filhos (Deuteronômio 6:6-9); além de se omitirem e terceirizarem esta tarefa, muitas vezes desanimam os filhos com excesso de bronca e de gritos, e escassês de exemplo (Efésios 6:4 e Colossenses 5:21).

O resultado de tudo isso são famílias enfraquecias e vulneráveis, casamentos falidos e corroídos, filhos sem estrutura espiritual e moral, além emocionalmente frágeis e psicologicamente instáveis. Igrejas doentes, porquanto construídas de pessoas muito enfermas e sociedade rendida ao comando daquele que jaz no Maligno (1 João 5:19).

Bem gente, ao que parece a cesta mais importante de Kobe Bryant não foi marcada na quadra de um ginásio famoso; mas sim dentro de sua própria casa. Mesmo não sendo perfeito e tendo cometido erros no percurso, deixou um legado que se desdobroiu num testemunho de que conseguiu ser um… Homem de família.

Como homens precisamos mudar. É urgente que nos deixemos quebrantar e humilhar pela boa e poderosa mão do Senhor (2 Crônicas 7:14 e 1 Pedro 5:6), para que guiemos as nossas famílias com amor, sabedoria, coragem e fé. Cada um de nós é insubstituível nas tarefas de ser marido, pai e líder de nossas famílias.

Sinceramente é quase impossível que algum de nós consiga ser um jogador de basquetebol como foi Kobe Bryant ou Shaquille O’Neal, mas todos podemos ser, sob a liderança do Espirito Santo, homens de família.
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Lécio Dornas é teólogo, educador, autor e pastor-líder da Comunidade Brasileira da First Baptist Church of Windermere, FL.

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