O lugar do perdão no casamento

21 de novembro de 2017

n-FORGIVENESS-628x314Assim como os conflitos são constantes numa relação conjugal, os erros também são. Por isso, é importante conjugar, todos os dias, o verbo ‘perdoar’. Assim como ‘amar’ é um verbo de ação, ‘perdoar’ também é. Se os casais decidissem conjugar pelo menos esses dois verbos, teríamos menos divórcio e frustração no casamento, e, conseqüentemente, mais alegria e realização conjugal.

Especialistas cristãos que ministram a casais são unânimes ao afirmarem a importância do perdão na vida conjugal. Dennis Rainey, no seu livro ‘Meditações diárias para casais’, diz: “O perdão torna possível relações duradouras”. Tremper Longman e Dan B. Allender, no livro ‘Aliados Íntimos’ afirmam: “O casamento mais bem-sucedido é aquele em que o perdão é freqüentemente buscado e ricamente concedido”. Para concluir, David e Claudia Arp, autores do livro ‘A segunda metade do casamento’, também afirmam: “Perdoar é a chave para um casamento saudável e duradouro. O perdão é um ingrediente que alimenta o relacionamento amoroso e do qual necessitamos diariamente.”

O que é perdoar? Perdoar, na essência da palavra, é cancelar uma dívida. Esta é a mesma idéia que podemos encontrar na pessoa de Jesus em relação às faltas humanas (Cl 2.14).

Mas, para que não tenhamos sentimentos e idéias erradas sobre o ato de perdoar, é preciso que façamos algumas afirmações.

A primeira delas: o ato de perdoar não faz com que o perdoador esqueça o que aconteceu. O importante do perdão, na relação conjugal, é que a falta cometida não será jamais usada contra o cônjuge infrator. Quando isto não acontece, não houve perdão de fato.

A segunda afirmação: o ato de perdoar não isenta o cônjuge ferido de sofrimento e dor. Mesmo tendo perdoado de fato, e isto nós podemos ver em Jesus, o cônjuge ferido pode sofrer muito, sentir mágoa e tristeza.

A terceira afirmação é a seguinte: o perdão não isenta o cônjuge infrator de responsabilidades pelo erro cometido. Na relação de perdão de Deus para com a humanidade, podemos ver o exemplo desta afirmação (Rm 3.23).

A quarta afirmação: o cônjuge ofendido pode precisar de tempo, às vezes longo, para que a confiança seja restabelecida, principalmente num caso de adultério. A confiança vai sendo resgatada aos poucos e com o tempo.

Que os casais busquem em Deus, que é a fonte do genuíno perdão, disposição de perdoar! Praticando o perdão na relação conjugal, com certeza, estaremos construindo um casamento segundo a vontade de Deus.

 

 

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