Se cuidar, fica bonito

17 de abril de 2018

jardimLogo na entrada do prédio onde trabalho, há um pequeno canteiro. Até um mês atrás, o canteiro era apenas um depósito de terra socado, esturricado.

Um dia, ao chegar para o trabalho, vi um senhor plantando algumas plantas ornamentais no tal canteiro.

Elogiei o trabalho e perguntei quem iria cuidar. Seu Antonio, o zelador, logo disse que ele se responsabilizaria por tal tarefa.

Um dia antes de escrever este artigo, olhei para o canteiro e estava lá, com flores crescidas e já chamando a atenção das pessoas.

Não há jardins sem jardineiros.

Nenhum jardim bonito, as plantas crescem por si só e os canteiros se tornam bonitos se não houver alguém que cuide com zelo e responsabilidade.

Assim é no casamento.

Casamentos bonitos não acontecem por acaso. É preciso cuidado diário.

Casamentos, tais como jardins morrem, ficam feios, não causam impacto se não forem cuidados com zelo, responsabilidade e denodo.

Tal como um jardim, casamentos para se tornarem bonitos, é preciso que sejam regados com abundantes demonstrações de amor. Precisam ser adubado com gestos e atitudes que fortaleçam os laços conjugais.

Muitos casamentos estão fracos porque os cônjuges relaxam e não adubam com a prática da oração, do exercício da fé e de renovação de compromissos de fidelidade e companheirismo.

Casamentos, tais como jardins, se não forem cuidados, as ervas daninhas crescem e sufocam o amor.

Ervas daninhas não precisam ser nutridas. Elas nascem por si só. Ervas daninhas precisam ser arrancadas.

No casamento, se os cônjuges não cuidarem, ervas daninhas podem matar e tirar toda a beleza que Deus deseja para o casamento.

Em Cantares de Salomão 2.15 há um importante lembrete aos casais. Diz o texto: “Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.” (Cantares 2:15)

Raposinhas, neste contexto, são como as ervas daninhas que crescem na relação conjugal e os cônjuges não percebem.

Pode ser a indiferença, o egoísmo, o individualismo, o orgulho e tantos outros comportamentos que tiram a o brilho e a vida do casamento.

Casamentos são como jardim em que a poda é necessária para que as plantas cresçam mais e mais.

O que você precisa podar na sua vida conjugal para que seu casamento se torne cada vez mais bonito?

Talvez você precisa podar algo que seja bom para você, mas para seu casamento não.

É como diz o ditado, é preciso, muitas vezes, cortar na carne.

Gosto muito do que Barbara Russel Chesser, escritora americana, escreveu num dos seus livros. Diz assim:

“O casamento é como um jardim. Cuide dele com capricho, molhe-o, tire as ervas prejudiciais, tome medidas necessárias contra insetos prejudiciais, e terá um jardim luxuriante de flores, frutos e legumes para usufruir.”

Casamentos são como jardins. Não há jardins sem jardineiros. Jardins existem para serem vistos, exibidos.

Que você seja um bom jardineiro em seu casamento. Que ele seja bonito para agradar, em primeiro lugar, os olhos de Deus, seu Criador.

Tal como um jardim, que seu casamento seja agradável de ser visto e admirado, em primeiro lugar, pelos filhos, depois pelos parentes, amigos e por todos que passarem por ele.

*******
Por: Gilson Bifano – Escritor e conferencista na área de família e casamento. Diretor do Ministério OIKOS. oikos@ministeriooikos.org.br. Siga-me no instagram: @gilsonbifano

Share Button

Related Posts

Adultério e suas implicações
C-a-s-a-m-e-n-t-o
Não existe separação conjugal – 2

Deixe seu Comentário

comentários